Associação é pouco conhecida por doentes
Apesar de não existir um levantamento dos portadores do mal de Parkinson no Brasil, a Sociedade Brasil Parkinson (SBP), com sede em São Paulo, estima que pelo menos 200 mil brasileiros tenham a doença.
O índice é baseado em pesquisa internacional, que aponta que 1% das pessoas acima de 60 anos são portadores da enfermidade. Embora o mal de Parkinson prevaleça em pessoas idosas, jovens também podem desenvolvê-lo.
Em ambos os casos, a doença tem uma consequência ainda maior que os seus sintomas: a tendência ao isolamento social.
Quem faz o alerta é a coordenadora geral da SPB Teresa Freitas. Ela explica que a associação foi criada há quinze anos justamente com o objetivo de informar aos portadores as possibilidades de tratamento e de atividades que possam garantir a qualidade de vida do paciente.
O ideal, segundo ela, é que a pessoa não interrompa suas atividades cotidianas e mantenha o convívio social.
O isolamento é favorecido quando a doença já está bem avançada e os tremores causados pela lesão no cérebro são incontroláveis.
Segundo especialistas, esses tremores aumentam com a ansiedade do paciente. Nesses casos, a terapia pode ajudar e a fisioterapia é fundamental, recomenda Teresa.
A Sociedade Brasil Parkinson presta todas as informações sobre a doença, assim como divulga os avanços no tratamento.
Ainda assim é pouco conhecida pelos portadores. Apenas cerca de três mil pessoas são associadas, 65 delas no Paraná.
Para receber mais informações sobre a entidade, basta acessar o site www.parkinson.org.br ou ligar para (11) 578-8177. (K.M.)





