No comércio do Distrito de Lerroville, cuja sede fica a nove quilômetros do assentamento, ninguém fala em crise. O Eli Vive semeou otimismo em cada estabelecimento. Desde 2010, a chegada das centenas de famílias abriu novas possibilidades de negócio. Nas ruas, dicas que valem como uma consultoria: falta uma lotérica, um posto bancário e uma farmácia.
Mauro Alves Costa, dono da Agrosul, casa comercial que vende produtos veterinários e ração, anteviu o boom na localidade. Há três anos, ele montou o negócio e já faz planos de expansão. "Era representante comercial de uma marca do setor e percebi que os assentamentos tinham um impacto importante nas vendas", conta.
As vendas já são consistentes mas prometem ganhar mais impulso ainda com a consolidação econômica dos lotes, prevista para acontecer em três ou quatro anos. "Já tenho um projeto para aumentar a loja e aumentar o número de funcionários."
No Auto Posto Bengala, as vendas cresceram 30% com a instalação do assentamento. A clientela é formada principalmente pelo grande número de motociclistas. "Eles também compram muito óleo diesel para maquinário", diz Darci Ferreira Neto, gerente do posto há 13 anos. Com a previsão de ainda mais movimento, ele já comprou bombas novas. "De quatro bicos de abastecimento, vamos passar a ter oito", comemora. (L.F.M)

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