Assembléia Geral da ONU debate o terror
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de novembro de 2001
Michel Leclercq<br>France Presse - De Nova York 
A ONU recebe, por uma semana, em Nova York, a maior reunião de líderes mundiais desde os atentados de 11 de setembro, a fim de revitalizar uma coalizão antiterrorista ameaçada de enfraquecimento pelo prolongamento da guerra. Em uma cidade ainda traumatizada pelos atentados e ataques bioterroristas, uns 50 chefes de Estado e de Governo e mais de 110 ministros de Relações Exteriores são esperados, ao longo da semana, para o encontro anual do debate geral da Assembléia Geral.
Um dos primeiros oradores na manhã de ontem, na abertura da Assembléia Geral, foi o presidente norte-americano George W. Bush, seu primeiro pronunciamento nas Nações Unidas.
Bush permanecerá em Nova York hoje, para manter entrevistas bilaterais com muitos líderes, em particular o presidente paquistanês Pervez Musharraf, um aliado chave que pediu sexta-feira que os ataques norte-americanos no Afeganistão sejam ''curtos'' e ''mais restritos''.
Adiada em meados de setembro, depois dos atentados, a reunião se realizará até o dia 16 próximo na sede da ONU, em Manhattan, um bairro em estado de sítio.
A segurança da ONU será sem precedentes, informou o porta-voz da organização, Fred Eckhard. ''As medidas de segurança serão mais severas do que nunca porque a ameaça é maior'', precisou.
Os responsáveis pela segurança estão mais preocupados porque, pela primeira vez, a ONU foi publicamente ameaçada pelo islamita Osama bin Laden, que chamou seu secretário geral, Kofi Annan, de ''criminoso''.
Ante as dúvidas crescentes das opiniões públicas ocidentais e de muitos países árabes e muçulmanos sobre uma campanha que não poupa os civis, o primeiro objetivo do presidente norte-americano é o de reafirmar a coalizão internacional, segundo os diplomatas.
Os Estados Unidos atribuem a culpa pelo atentados no país a Bin Laden.


