Asfalto ainda é luxo para muitos paranaenses
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de outubro de 2012
Redação FolhaWeb 
O aposentado José Carlos da Silva Brito, 64 anos, é cadeirante e mora em uma rua sem asfalto no Conjunto Primeiro de Maio, em Assaí (Norte Pioneiro). ''Tenho uma cadeira motorizada, que está no conserto, em Londrina. Com essa aqui (aponta para a cadeira que está usando, sem motor), subir a rua é um esforço muito grande. Por esses dias, tenho ficado mais em casa'', lamenta.
Além das dificuldades de locomoção, os moradores do Primeiro de Maio se queixam de que, quando chove, a água escorrendo (o terreno do bairro é inclinado), o acúmulo de poças e a lama deixam as ruas impossíveis de trafegar. Quando não chove, o transtorno é a poeira, que invade casas e provoca problemas respiratórios.
Na Avenida Industrial, na Vila São Pedro, vizinha do Conjunto Primeiro de Maio, o asfalto também não chegou. ''Bairros mais novos já têm asfalto e calçada, e aqui nada ainda'', critica o jardineiro José Edeval Matias de Lima, morador da localidade. ''Isso aqui é um problema para mulheres grávidas e crianças. Tenho um filho de oito anos que sofre de bronquite'', diz a dona de casa Maria Clara, filha de José Edeval e mãe de três crianças.
A exemplo dos entrevistados pela FOLHA, muitos paranaenses ainda têm que lidar com os transtornos de morar em vias não asfaltadas.
Leia a reportagem completa de Fábio Galão em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.
Leia Também:
Mais ruas de terra do que pavimentadas- Segundo números do último Censo Demográfico, realizado pelo IBGE em 2010, existem municípios parananenses que possuem mais domicílios urbanos localizados em ruas sem pavimentação do que em vias asfaltadas.
Em Londrina, parceria não deu certo- Onde chega o asfalto, começa outra briga: zelar pela manutenção dele. No início deste ano, os moradores do Jardim Colúmbia A, Zona Oeste de Londrina, estavam cansados de esperar o recape das ruas do bairro, que nunca havia sido feito desde que as vias locais foram pavimentadas, em 1976.


