A historiadora da Universidade de Brasília (UnB), Tânia Navarro Swain, destaca que a década de 1960 foi um tempo de intensa agitação política, econômica e social no Paraná. Em artigo sobre o tema - ''Fronteiras do Paraná: Da Colonização à Migração'' -, ela explica que o País, ao tentar modernizar sua economia - transformou sua estrutura rural e afetou diretamente o Paraná, na época o maior produtor de café.
Ao intervir na cultura cafeeira para eliminar os excedentes e equilibrar a relação oferta-demanda, o Governo expulsou do campo para a cidade grande contingente de mão de obra que se viu sem fonte de renda. ''O Paraná se apresenta como um caso típico: de centro de abrigo da grande massa de migrantes, torna-se centro de expulsão de trabalhadores rurais.''
A saída para essa ''massa'' foi ir atrás das chances que se abriam no Centro-Oeste e na região amazônica. ''Rondônia toma o lugar detido pelo Paraná desde os anos quarenta. Torna-se centro de acolha dos migrantes vindos de todo o Brasil, zona de fronteira agrícola, onde as possibilidades de obtenção de propriedade de lote de terra são grandes: distribuição de terras públicas em zonas de colonização oficial, compra de lotes a preços relativamente baixos ou recurso à invasão pura e simples das terras.'' (L.A.)

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