'As pessoas deixam muitas brechas'
A falta de cuidado é uma das principais brechas utilizadas pelos crackers - denominação dada aos hackers que usam seu conhecimento para fins imorais, ilegais ou prejudiciais. ''As pessoas deixam muitas brechas. Eu mesmo, se quisesse, talvez conseguisse ter acesso a informações de estranhos por meio das redes sociais e até do Google'', conta um integrante do grupo Anonymous Londrina. O jovem de 18 anos divulga na cidade o conceito da comunidade on-line mundial que atua de forma anônima para chamar a atenção para questões como corrupção e a liberdade na internet. São chamados de ciberativistas.
No ano passado o Anonymous provocou a queda temporária de vários sites de bancos e de governo no Brasil para mostrar a vulnerabilidade dos sistemas de segurança. ''Nossa primeira ação pública em Londrina, no ano passado, foi para chamar a atenção para a crise na saúde'', conta o integrante, que só aparece em público com a máscara que caracteriza o grupo.
Para o jovem internet é ''ótima'', mas tem o seu lado perigoso. ''Eu mesmo procuro me prevenir ao máximo. Só compro em sites considerados seguros e nunca deixo nada memorizado no computador, como número de CPF e senhas.'' O integrante do Anonymous ganhou o seu primeiro computador aos seis anos, na adolescência fez um curso de montagem de computadores e redes, e atualmente faz curso de webdesign.
Clonagens
Uma experiência constrangedora. Assim o engenheiro civil José Renato de Faria, de São Paulo, define os problemas que vem enfrentando desde o dia 30 de abril, quando teve o seu cartão de débito clonado. Em apenas um final de semana, foram gastos R$ 4 mil. O engenheiro só percebeu o estrago quando não conseguiu pagar uma compra de supermercado.
Há pouco mais de um ano, um fotógrafo londrinense levou um susto ao perceber que parte do limite de seu cartão de crédito havia sido usado por estranhos para pagamento de contas como água e luz. Foi ressarcido pelo banco, mas a experiência valeu para deixá-lo mais cuidadoso. ''Quando chegaram mensagens no meu celular acusando o uso do cartão, eu não dei bola. Fui ver só vários dias depois. Agora estou mais atento'', assegura. (S.L.)





