As famílias e o custo de vida, uma nova fase
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Reportagem local 
A inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 6,28% - conforme o índice de abril divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está dentro da meta estabelecida pelo governo para o ano de 2014. Para quem vai ao supermercado rotineiramente, faz refeições fora de casa, paga mensalidades escolares e utiliza serviços médicos, entretanto, a alta nos preços praticados por comerciantes e prestadores de serviço parece não "combinar" com os dados dos institutos de pesquisa. A sensação de carestia tem explicação nos próprios índices. Itens que fazem parte do dia a dia dos brasileiros acumulam alta superior à média do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado para determinar a inflação.
É o caso dos alimentos (7,83%), habitação (7,62%), saúde e cuidados pessoais (6,62%) e educação (8,65%). A análise do custo de vida elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforça que a sensação de carestia tem motivação real. Pelo indicador, de março de 2013 a março de 2014 os produtos in natura subiram 9,92%, alimentação fora de casa aumentou 10,27%, cursos formais estão 9,75% mais caros e assistência médica aumentou 15,03%.
Leia mais na reportagem de Carolina Avansini na edição de domingo.


