Paulo WolfgangSugestãoElza Saito explica à arquiteta Sandra Whiby que quer uma sala para ela e o marido usarem diariamenteMexe aqui, coloca lá, altera a cor da parede, troca o sofá, as cortinas e pronto. A casa muda de cara, fica bonita, confortável e os amigos elogiam o bom gosto de quem mora nela. Descrito assim parece fácil, mas não é. Só mesmo quem já viveu esta experiência sabe que são muitas as histórias que rolam na hora de decorar a casa. A variedade de estilos, as dúvidas na hora de escolher os tecidos, o marceneiro perfeito, a cor das paredes... Enfim, o trabalho de quem quer decidir tudo sozinho e o risco de sair tudo errado fazem com que cada vez mais as pessoas procurem um profissional especializado.
Pensando nisso, a organização da 3ª Mostra de Decoração & Interiores de Londrina, baseada numa pesquisa apontando que grande parte dos visitantes desse tipo de evento está construindo ou decorando a casa, criou a Clínica de Interiores. O objetivo é solucionar problemas relacionados à decoração, organizando uma escala de atendimento até o dia 23, quando se encerra o evento. Para isso, vários profissionais envolvidos na MDI 97 colocam-se à disposição das pessoas interessadas em fazer uma consulta.
O problema é a sala A professora aposentada Elza Saito chegou para visitar a Mostra munida da planta baixa do seu apartamento, muitas dúvidas e uma única certeza: o desejo de ter uma sala de estar para usar e um lugar especial para colocar o som. ‘‘Eu não quero uma sala só para as visitas, quero um espaço para eu e meu marido ficarmos confortavelmente’’, diz enfática.
O apartamento de Elza, com 180 metros quadrados de área total, até agora recebeu poucas peças novas. ‘‘Mudei para este apartamento há um ano e levei praticamente tudo o que eu tinha na residência anterior. Esta é a primeira consulta que faço com um profissional especializado’’, diz ela enquanto é atendida pela arquiteta Sandra Whiby.
Primeiro, as dúvidas: será que fica bom colocar um móvel para o som entre a sala de jantar e o estar? O sofá e as mesinhas podem ficar onde estão? Qual o melhor formato para uma mesa de centro? A arquiteta vai explicando e desenhando uma estante para os equipamentos de som e vídeo, sugere várias opções de madeira que podem ser utilizadas na produção do móvel, além de recomendar uma pintura especial em uma das paredes, com seis metros de extensão, para quebrar a linearidade do tom único. Elza vai concordando, olha um catálogo de pinturas especiais e anota o endereço do marceneiro indicado.
Só falta mesmo a mesa de centro. Sandra Whiby recomenda uma mesinha de 55 centímetros quadrados. ‘‘Por que não uma mesa tipo pufe, estofada e com rodinhas? Serve para colocar os pés, sentar, quando chegar mais gente em casa e, é claro, desempenhar a função de mesa, recebendo objetos como bandejas com copos e aperitivos, revistas, etc’’, argumenta Sandra Whiby. Para Elza esse modelo de mesa é novidade. Fica um pouco confusa, mas promete olhar o ambiente do arquiteto Marcelo Melhado, onde estão várias desses pufes. Afinal, ela ainda não tinha visitado a Mostra. ‘‘Cheguei e vim direto falar com a arquiteta. Agora é que vou percorrer a casa e ver o que há de novo’’.
Mais luminosidade Ao consultar a arquiteta Cristiane Moreno, a esteticista Amélia Hernandez Barros tinha um desafio: tornar a sala de sua chácara luminosa e mais ventilada. ‘‘O problema existe desde que construímos a casa. Só que antes a gente só passava os fins de semana lá e agora estamos morando’’, diz Amélia, acrescentando que não suporta mais acender a luz durante o dia. O problema é que não existem janelas na sala, apenas dois vitrôs basculantes e uma porta estreita na entrada principal. Sem a planta da casa para a arquiteta visualizar melhor o ambiente, Amélia descreve os ambientes enquanto Cristiane vai desenhando. ‘O ideal seria ver a casa, a distribuição dos espaços, a situação do terreno, da varanda e da piscina’’, observa a arquiteta que, mesmo assim, sugere a abertura da parede onde está a porta estreita para colocar duas portas de correr, com estrutura em ferro e muito vidro para deixar a luz entrar. Cristiane aconselha também pintar a sala em tom claro, pois as paredes de tijolinho à vista, como estão hoje, retém o calor e deixam o ambiente mais escuro ainda.
Satisfeita com as sugestões, Amélia diz que vai consultar o marido para fazer as modificações. Mais satisfeita ainda ficou a arquiteta, que estava atendendo na Mostra pela primeira vez: ‘‘É reconfortante constatar como as pessoas estão se preocupando em morar bem e vêm aqui interessadas em obter soluções, além de elogiar o nosso trabalho’’.
Serviço:
A Mostra de Decoração & Interiores de Londrina permanecerá aberta até o dia 23 de novembro, a partir das 14 horas (durante a semana), e depois das 15 horas (sábados e domingos). Diariamente um arquiteto fica à disposição para atender aos visitantes na Clínica de Interiores. Endereço: Avenida J.K. 1221. Informações pelo fone 323-0970.

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