Na última semana de janeiro deste ano o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) começou a analisar os planos de controle ambiental de 20 empresas situadas na Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia do Rio Iraí, na Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo era averiguar a existência de ações para acabar com os riscos de poluição da represa do Iraí.
Na época, o chefe do Departamento de Licenciamento Ambiental, Pedro Dias, considerou difícil que os técnicos do IAP decidissem pelo fechamento de alguma indústria da região, que são na maioria antigas e de porte pequeno e médio. Os técnicos fizeram apenas algumas exigências de adequação à legislação ambiental.
Além disso, a intenção era de garantir que todos os estabelecimentos da região que pudessem ter algum potencial poluidor, como postos de gasolina e empresas de lavagem de veículos, tomassem as medidas necessárias.
No entanto, algumas empresas sempre causaram problemas à região. A Popasa, uma fábrica de papel, foi multada seis vezes em 2000, por emissão de efluentes no Rio Iraí. Desde a mudança de proprietários, em meados do ano passado, o IAP constatou que a empresa estava tentando se adequar às exigências ambientais. Outra indústria que também foi apontada como poluente é a Coppo Thirry, de tecidos. Depois de poluir a região por vários anos, em janeiro a empresa apresentou ao IAP seu plano de controle ambiental. O instituto solicitou medidas de prevenção e a construção de bacias de concreto para contenção para as empresas daquela área que estocam produtos.
A APA da bacia do Iraí abrange uma área de 11,5 mil hectares, nos municípios de Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo, Pinhais e Piraquara.

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