Área faz parte da tradição da UEM
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), que reúne 11 cursos de Engenharia em três campi (Maringá, Umuarama e Goioerê), a área faz parte da tradição da instituição de ensino. De acordo com Nehemias Curvello Pereira, diretor do Centro de Tecnologia da UEM, os cursos de Engenharia Civil e Engenharia Química foram criados na época de fundação da universidade.
Apenas no ano passado, foram estabelecidas cinco novas graduações na área. ''Pesquisamos o mercado e outras necessidade de atendimento antes de propor um novo curso, mas o processo de criação é feito paralelamente à negociação com o Estado'', explica ele, acrescentando que, em 2011, a UEM começou a desenvolver o projeto para novos cursos de Engenharia de Computação e Engenharia de Automação e Controle, que vão se somar aos já existentes nas áreas Civil, Alimentos, Produção, Elétrica, Mecânica, Química, Agrícola, Têxtil e Ambiental.
Pereira defende a criação de novos cursos também na UEL. ''Enquanto o país forma 35 mil a 40 mil engenheiros por ano, há demanda para 80 mil. Os profissionais formados em Maringá nem sempre ficam na região, porque a oferta de trabalho em outros lugares é grande'', comenta.
Ex-reitor da UEM e atual assessor do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Gilberto Cesar Pavanelli afirma que a repercussão dos investimentos nos cursos de Engenharia começa a aparecer agora na região. ''A Zaeli se instalou em Umuarama, onde a UEM oferece Engenharia de Alimentos. Com ela, vieram várias pequenas empresas que terceirizam alguns serviços'', exemplificou. (Carolina Avansini)





