O coordenador-técnico do projeto Conservação do Bioma Florestas com Araucárias, desenvolvido pela Fundação de Pesquisa Florestal do Paraná, Paulo Roberto Castella, diz que os últimos remanescentes de araucárias estão localizados nas regiões Sul e centro-sul do Estado, mais especificamente nos municípios de União da Vitória, Guarapuava e Palmas. Um dos escritórios do Ibama que será fechado fica justamente no maior desses municípios, Guarapuava.
A floresta de araucária original no Paraná ocupava 41% do território e hoje está limitada a pouco mais de 14% da área inicial. E desses 14%, somente 0,8% é de floresta bem desenvolvida. ‘‘O restante corresponde a florestas em estágio médio de regeneração’’, informa o pesquisador.
Sobre o fechamento dos escritórios do Ibama na região Central do Estado, Castella diz que a preocupação é grande. Além dos últimos remanescentes de araucárias, ele se preocupa com a forte pressão do setor madeireiro, especialmente na região de Irati, onde o escritório do Ibama também será fechado. ‘‘Existe uma tendência do setor de pressionar a conversão das florestas nativas pelas plantadas. Se isso acontecer, perdemos um importante elo para a formação dos corredores de biodiversidade’’, alerta. (D.A.)

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