Apenas uma questão de segurança
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de junho de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzetoOlho mágico: segurança e antichatosAcessórios de segurança doméstica quase nunca são bonitos. Geralmente têm que ser camuflados pelo bom gosto da dona da casa. Mas certo mesmo, é que são indispensáveis para quem quer um pouco mais de tranquilidade.
Instalar um olho mágico na porta contribuiu para aumentar a segurança em apartamentos (ou casas), mas também previne a chegada de pessoas inconvenientes que não se quer atender. Em Cascavel, uma corretora de imóveis, que pede para ser identificada apenas como L, é desquitada, tem 36 anos e mora com uma amiga em um prédio no centro, diz que usa pantufas para se aproximar da porta com o olho mágico, pois do outro lado aquela pessoa chata não ouvirá meus passos, e posso fazer de conta que não estou.
O tipo de olho mágico usado por L não permite que quem esteja do outro lado veja que há alguém por trás dele. Descontado o desvirtuamento da peça, a corretora observa que ela ajuda na segurança, contra assaltos, por exemplo, porque o visitante fica enquadrado no visor, e se for um estranho a ele não será aberta a porta. Além disto, frisa que o custo de um olho mágico é irrisório. Em uma loja especializada, em Cascavel, o preço vai de R$ 3,00 a R$ 5,00, independente da angulação da lente - 180 a 360 graus.
Paradoxalmente, os instaladores cobram no mínimo o dobro pelo serviço. O gerente da local, Marcelo Gasparovic, observa que os tipos de olho mágico praticamente não têm diferença, variando apenas a angulação. Os mais conhecidos são da marca Timer, de São Paulo. Curiosamente, uma empresa gaúcha, a Soprano, de Farroupilha, está colocando no mercado olhos mágicos importados de um país onde são produzidos por operários que têm olhinhos puxados - os chineses. O preço é igual aos nacionais mais baratos.
Serviço
Ponto Chave Fechaduras, Rua Sete de Setembro, 3.010, fone (045) 224-1233; Chaveiro São Pedro, Rua Rio Grande do Sul, 1.548, fone (045) 223-7495; Ferragens Bigolin, Rua Sete de Setembro, 1.632, fone (045) 225-1411


