O pacote de medidas ''Brasil Maior'', lançado pelo Governo Federal em agosto para desonerar setores de confecções, calçados, móveis e softwares - sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional -, pode não evitar a desindustrialização. Pressionadas pelo mercado, que exige preços compatíveis com os de países como China e outros asiáticos, empresas nacionais estão optando pela compra de matérias-primas importadas e até mesmo produtos prontos que são apenas etiquetados com marcas brasileiras para se manterem competitivos.

A realidade já faz parte do polo industrial de Cianorte (Noroeste), especializado em confecções. Na região, a ''ameaça asiática'' obriga indústrias a importarem parte do tecido e impõe investimentos em tecnologia para garantir a qualidade. Outra prática é a compra de peças chinesas prontas.

Roberto Zurcher, economista da Fiep, defende que iniciativas como o aumento do Imposto sobre Produtos Importados (IPI) sobre veículos que tenham menos de 65% de componentes nacional ou que sejam produzidos no Mercosul são importantes para proteger a indústria nacional da concorrência asiática e deveriam ser estendidas para outros setores. Leia mais na reportagem de Carolina Avansini.

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