Existem diferenças entre o atendimento adequado a crianças de zero a três anos e o serviço oferecido a alunos de quatro e cinco anos nas instituições de educação infantil. Gilmara Lupion Moreno, docente do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), explica que os mais novos são mais dependentes do adulto e, portanto, precisam ser alimentados, banhados, acalentados e estimulados a realizar descobertas.
Aprender a sentar, engatinhar, andar, falar e brincar são alguns habilidades desenvolvidas nos três primeiros anos. ''Neste caso, não há como separar o ato de educar do cuidar. É preciso que ambos caminhem juntos, com professores qualificados, num ambiente aconchegante, desafiador e seguro para este grupo'', comenta.
Crianças de quatro a cinco anos são mais autônomas, capazes de - aos poucos - aprenderem a satisfazer seus desejos e necessidades sob a supervisão do professor. ''Esta é uma fase fascinante de descobertas, de desvendar o mundo, de descobrir como vivem os animais, as plantas, os seres humanos'', ressalta. Saber como funcionam as coisas, aprender as cores, as letras e os números; se encantar com as histórias e as brincadeiras de faz-de-conta, de correr, de saltar, e de brincar são outras demandas da faixa etária.
Para dar conta dessas necessidades, a especialista alerta que a instituição de educação infantil precisa elaborar sua proposta pedagógica e ''realimentá-la'' quando for necessário. Os professores, preferencialmente, devem ter formação em nível superior de Pedagogia. O espaço físico precisa atender as especificidades da criança de zero a cinco anos, com sanitários, iluminação e mobiliário adequados, área verde (quintal, jardim, horta, playground) e área externa (pátio). ''Tem que ser um lugar bonito, alegre, aconchegante e convidativo à descoberta, à aprendizagem tão importante nesta faixa etária.''

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