Alto índice de quedas pode ser evitado
Pesquisa realizada em Londrina com 121 pessoas pela enfermeira Damares Biazin, docente da UniFil, em sua tese de doutorado, mostrou que a maioria dos traumas sofridos por idosos é decorrente de quedas agravada pela vulnerabilidade. O estudo constatou ainda que até mesmo os idosos mais jovens, ao sofrerem um trauma, dependendo da gravidade, podem perder a vida ou ter a sua capacidade funcional comprometida, mesmo seis meses após a ocorrência do evento.
O estudo aponta que 62% dos traumas ocorreram em consequência de quedas, 25,6% de acidentes de trânsito, especialmente os atropelamentos, e, em terceiro lugar, de agressões físicas ou violência, como ferimentos por arma de fogo. ''Dos indivíduos pesquisados, o trauma foi fatal para 11 idosos, os quais eram totalmente independentes anteriormente'', revela a enfermeira.
Para que os índices não sejam tão alarmantes, segundo ela, deve-se traçar estratégias de prevenção pelas equipes de saúde aos idosos, bem como a prática de atividades físicas orientadas, já que ''tanto a caminhada como a musculação melhoram a estabilidade e fortalecem a musculatura''. '' Além disso, melhoram as condições gerais do funcionamento do corpo - parte circulatória, vascular, cardíaca, entre outras -, que ajudam na prevenção de quedas e melhoram as condições gerais de saúde do idoso. O organismo humano começa a mostrar um certo declínio a partir dos 30 anos. Então, quanto antes começar a prevenção, melhor será.'' (M.T.)





