ALIMENTOS - Na feira, dicas para 'não sobrar'
Foi só depois de começar a trabalhar em uma residência onde nada se desperdiça que Terezinha Batista dos Santos, de 50 anos, entendeu o custo de jogar alimentos fora. Responsável pelas compras da casa onde trabalha, ela adquire poucos itens, prepara poucas porções "para não sobrar" e ainda reaproveita o que sobra. "Na casa da patroa nada vai para o lixo. Se sobra cenoura, eu faço bolo. Fruta perto de estragar vira suco e restos do almoço viram sopa no jantar", ensina.
Com cinco filhos e oito netos, ela passou a usar estes ensinamentos para melhorar o próprio orçamento. "Antes, na minha casa a gente jogava muita comida fora", conta ela, que costumava comprar "porcarias" mesmo quando havia alimentos saudáveis na geladeira. "Parei com este hábito. Agora o pessoal come o que tem. Desta forma, economizo bastante", ensina.
Pensando nas famílias que combatem o desperdício, a feirante Eunice Satiko adotou uma estratégia de vendas que garante clientes fiéis. Em sua barraca, é possível comprar porções fracionadas de legumes e verduras que normalmente são muito grandes, como acelga, repolho, abóbora, brócolis e até tofu. "Percebi que os clientes não levavam estes itens porque enjoavam de comer e não queriam jogar fora", relata.
A estratégia, adotada há nove anos, refletiu no aumento das vendas. "A maioria dos clientes mora sozinho ou apenas o casal. Para eles, é interessante comprar menos quantidade e mais variedade", acredita. (C.A.)





