Para agregar a força da comunidade nipo-brasileira em Curitiba, três clubes da cidade resolveram se unir. O antigo Clube Uberaba, Clube Nikkei do Paraná e Sociedade Cultural Nipo-Brasileira adotaram, há três anos, o nome do Nikkei para manter coesa às 6,5 mil famílias de descedentes de japoneses. Os dirigentes dos clubes não atribuem a união à problema financeiro, como está acontecendo com outras agremiações do Estado. Mas esse fator pesou na unificação dos clubes.
‘‘Tínhamos entidades que atuavam de maneira semelhantes, mas estavam agindo em separado’’, afirma o vereador Rui Hara, representante da comunidade na Capital. Hara diz que depois da união dos clubes aumentou a força da comunidade na preservação e propagação da cultura japonesa. Saindo um pouco do discurso oficial, Hara admite que nos últimos anos tem diminuído o número de associados nos clubes da Capital. ‘‘O interesse da geração mais jovem pela cultura de seus pais diminuiu e está acontecendo um afastamento de parte dela.’’
Por isso, o novo clube vem trabalhando muito em atividades paralelas. Há cinco anos, festas, como a da Imigração e da Primavera, têm atraído a atenção dos jovens. Mais abertas e visíveis à comunidade, os eventos estão tendo destaques nas praças de Curitiba.
Rui Hara diz que também é grande a adesão nas atividades de lazer ofertadas aos jovens. Karaokê, beisebol, danças típicas e cursos de língua japonesa estão sendo usados como atrativos. Além disso, Hara ressalta as atividades beneficentes, voltadas às comunidades carentes de Curitiba. Universitários da União Gakussei de Curitiba – grupo independente, mas ligados aos clubes – atuam em trabalhos assistenciais e médicos nas periferias. ‘‘A comunidade mudou e os clubes vão se adaptando. a intenção é manter a tradição japonesa em destaque em Curitiba, uma sociedade multicultural que valoriza as diferenças.’’

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