Agências encaminham até mil pessoas por mês
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sábado, 07 de julho de 2001
De Curitiba 
Entre 500 e mil pessoas deixam mensalmente o Paraná em busca de novos horizontes no Japão. Eles são recepcionados pelas 200 agências de recrutamento e seleção espalhadas pelo Estado. As agências utilizam formas variadas para atrair os descendentes de japoneses, desde anúncios em classificados de jornais diários até homepages trabalhadas na Internet.
Muitos pretendentes acabam reclamando da falta de estrutura e de que alguns agenciadores não cumprem com as promessas. A jornalista da Associação de Apoio aos Dekasseguis, Maria Helena Uyeda, disse que existem reclamações. No entanto, elas não são comuns. Tem agências ruins e boas. A pessoa tem que saber escolher, orientou.
O proprietário da empresa Brazilian World, Márcio Urayama, disse que mesmo com os problemas esporádicos anunciados na imprensa, os nipo-brasileiros continuam procurando viagens para o Japão. Nem mesmo os problemas econômicos ocorridos no Japão e a estagnação da economia impediram os brasileiros de procurarem formas alternativas de poupar. O Japão continua sendo a segunda maior economia do mundo, destacou ele.
Alguns acabam realizando seus sonhos no primeiro mês de trabalho. Tem brasileiro que começa a trabalhar de frentista e compra uma BMW. Isto é normal no Japão. O celular é de graça. Todos têm, enumerou. O salário médio mínimo recebido pelos brasileiros em serviços considerados pequenos, como limpeza de terminais rodoviários, varia entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil.
As agências funcionam como intermediadoras entre o Brasil e o Japão. Elas oferecem opções para a viagem que podem ser feitas através de empreiteiras (mediadoras de emprego que cobram percentual) ou consultores (que fazem a recolação de profissionais no mercado de trabalho). As taxas para os dekasseguis variam entre US$ 2,5 mil e US$ 3 mil, que são cobradas após os primeiros vencimentos.
O Japão resolveu inovar e está pedindo avalistas para os dekasseguis. Isto está melhorando a competitividade e garantindo a permanências das boas agências no mercado, salientou. A exigência de um avalista começou a ocorrer por causa da quantidade de brasileiros que cometem crimes no Japão. Lá quem comete um crime tem que pagar. A lei é para todos, afirmou Urayama. Cerca de 700 brasileiros estão presos no Japão.
Na Internet, diversos sites oferecem oportunidades no Japão. Um deles é o emprego no Japão que têm atualmente 18 vagas para mulheres em cidades diversas. Outro site, o serviço no Japão oferece colocação para nisseis, sanseis, mestiços, brasileiros casados com descendentes de japonês e que tenham idades entre 16 e 50 anos. Eles prometem agilizar toda a documentação e atendem inclusive sábados e domingos. As vagas ofertadas são nas áreas de eletrônica, autopeças, alimentação e tecelagem. (L.P.)


