Para combater o estresse, doses de adrenalina. Essa é a receita de Daniel Mustafa, designer de uma loja de confecções há sete anos. Praticante de surf há 11, ele viu no esporte uma maneira de ficar de bem com a vida. As praias de Santa Catarina e a Ilha do Mel são os locais preferidos dele para pegar ondas.
Na opinião de Mustafa, a adrenalina só faz bem. ‘‘Depois vem aquela sensação de relaxamento, é muito bom’’, diz. Para ele, todo mundo deveria praticar algum esporte, de preferência radical. ‘‘A sensação é ótima, e na segunda-feira eu estou de pilha nova, pronto para a semana’’, afirma.
Já Daniel Spinelli, diretor de uma empresa de expedições e praticante de surf e rafting, gosta de esportes radicais pelo vício do contato com a natureza, e não pelas adrenalina em si. ‘‘Algumas pessoas consideram esses esportes o que há de mais radical, mas para mim radical seria ficar o fim de semana na mesma cidade onde passei a semana inteira, cercado de coisas artificiais por todos os lados’’, argumenta. Ele pega ondas há 15 anos e faz rafting há cinco.
O desafio presente nos hobbies de Spinelli o ajuda a vencer medos, controlar a ansiedade e a conhecer seus limites, conta. Às vezes ele fica com desgaste físico, mas considera que sua saúde está melhor. ‘‘Nunca mais peguei uma gripe e o esforço normal do dia-a-dia me cansa muito menos do que antigamente’’, revela. Spinelli aconselha as pessoas interessadas em praticar alguma atividade ligada à natureza que procure profissionais experientes, além de lutar pela preservação do meio ambiente. (R.F.)

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