Em Curitiba, não existe um projeto de lei que determine o horário de fechamento dos bares, mas a prefeitura tenta encontrar medidas paliativas para reduzir a criminalidade nos bairros mais violentos. Ora realizando operações específicas de fiscalização, ora tentando fazer acordo com os proprietários, sem ser necessário aplicar sanções. Há dois meses, em conjunto com a Polícia Militar, a prefeitura propôs que os proprietários dos bares e boates das ruas Cruz Machado e Saldanha Marinho, na área central da cidade, fechassem as portas às 2 horas. O acordo não foi cumprido.
‘‘Não obtivemos sucesso, mas intensificamos a fiscalização para que nenhum comércio que venda bebidas alcóolicas funcione irregularmente’’, ameniza o superintendente da secretaria de Urbanismo Luiz Fernando de Souza Jamur. Ele acredita que a violência está –na maioria das vezes– ligada ao consumo de bebidas alcoólicas e drogas, mas defende a não restrição dos horários de funcionamento desses locais.
Para tentar garantir que essas regras sejam cumpridas, a prefeitura promoveu no ano passado a operação Noite de Paz. Cerca de 400 estabelecimentos foram visitados e 80 fechados por apresentar alguma irregularidade. A operação, menos intensa, continua este ano, mas a prefeitura ainda não tem um balanço que aponte se os índices de violência reduziram com a interdição dos bares.
Para o tenente-coronel da PM, Nelson Carnieri, é responsabilidade da prefeitura implantar uma lei mais rigorosa para restringir o horário de funcionamento dos bares. ‘‘Esse limite contribui para diminuir a violência’’, defende. Carnieri acredita que apenas um ‘‘acordo de cavalheiros’’ não é suficiente para garantir o fechamento dos bares.
Segundo levantamento da Polícia Militar, a área central da cidade (Largo da Ordem e arredores, como Cruz Machado e Saldanha Marinho) é considerada a mais violenta da Capital. (K.M.)

mockup