Londrina conta com o Centro Integrado de Doenças Infecciosas (CIDI), que funciona no prédio do antigo Centro de Saúde (Alameda Manoel Ribas, nº 1). Junto ao CIDI funciona o Centro de Orientação e Apoio Sorológico (COAS), que atende pessoas com idade a partir de 14 anos, para testagem e prevenção. A maioria procura o serviço espontaneamente, mas há casos de confirmação que são encaminhados pelas unidades básicas de sáude. Os casos confirmados passam a ser acompanhados pelo Centro de Referência DST/Aids, que funciona no mesmo local. O outro ambulatório da cidade é o do Hospital de Clínicas (HC).

Entre os pacientes atendidos no Centro de Referência há várias gestantes, que quando acompanhadas desde o início da gestação, podem reduzir o risco de infecção do bebê, através do uso de AZT. Uma destas gestantes é Alice (nome fictício), que descobriu ser portadora do HIV no segundo mês de gravidez, após exame no posto de saúde do bairro. Ela não sabe exatamente como se contaminou, mas desconfia que tenha sido através de uma transfusão de sangue, feita após uma cirurgia em 1999.

Seu companheiro também fez o exame, mas não quis lhe revelar o resultado. O casal se separou e Alice, a poucas semanas do parto, divide seu segredo apenas com os pais e irmãos. ''Tenho esperança que meu filho não nasça com o vírus. No começo chorei muito, caí em depressão, nem tanto por mim, mas pelo bebê. O médico me explicou que com o medicamento as chances dele se infectar caem muito, e eu fiquei mais tranquila.'' (S.L.)

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