Ações pontuais para a Copa do Mundo
Além de proporcionar limitações em uma realidade cada vez mais global de ensino, economia e mercado de trabalho, a baixa proficiência em inglês dos brasileiros traz um problema pontual: o País vai receber nos próximos quatro anos os dois maiores eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo, que será realizada em 12 capitais, e as Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Luiz de Carvalho, secretário municipal de Assuntos da Copa de 2014 em Curitiba, uma das cidades-sedes do Mundial, admite que o domínio do idioma ''com certeza é uma preocupação'' dos organizadores.
''Nós entendemos que é uma oportunidade única para o brasileiro se aperfeiçoar e ir além do básico em uma língua estrangeira. Na parte privada, o governo federal tem alocado todos os recursos para o Ministério do Turismo fazer projetos de capacitação em parceria com entidades representativas. No setor público, os servidores, como policiais militares, civis e federais, têm passado por cursos de reciclagem promovidos por prefeituras e governos de Estado'', relata.
Ele acredita, no entanto, que Curitiba tem uma situação ''diferenciada''. ''A cidade já recebeu grandes eventos, inclusive da Organização das Nações Unidades (ONU). Curitiba é uma cidade de pessoas de muitas origens, e muitas sabem falar outros idiomas'', argumenta o secretário.
Carvalho aponta que, quando Curitiba recebeu a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica e o Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (COP-MOP), eventos da ONU realizados na cidade em março de 2006, ''havia voluntários que falavam até quatro idiomas''.
De olho nas possibilidades abertas pela Copa e pelas Olimpíadas, escolas de idiomas estão criando cursos rápidos para quem está interessado em trabalhar nos dois eventos. É o caso do ''May I Help You?'', da Fundação Fisk (detentora das marcas Fisk e PBF), de apenas um ano de duração. Segundo Elvio Peralta, diretor-superintendente da fundação, o curso deverá representar até 2013 um acréscimo de 10% no total de estudantes da rede.
''Boa parte das pessoas que procuram escolas de idiomas é pragmática. Querem inglês e espanhol para atender a um propósito muito específico, e atendem suas necessidades antes de chegar ao nível de proficiência'', explica Peralta. (F.G.)





