O Brasil é um dos recordistas mundiais de acidentes de trabalho, com uma média anual de 320 mil registros 300 mil feridos e 20 mil mortes. Estimativas extra-oficiais, no entanto, apontam que apenas 1% dos acidentes são notificados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para o pagamento de benefícios o que elevaria o total para 3,2 milhões de vítimas por ano.
Entre 1970 e 1999, morreram no País mais de 120 mil pessoas, vítimas de 30 milhões de acidentes e doenças laboriais registradas naqueles 30 anos. Os dados contemplam apenas os 23 milhões de segurados do INSS, que representam 30% da massa de trabalhadores. Ficam de fora trabalhadores informais, funcionários públicos, profissionais liberais e empresários.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, os acidentes de trabalho geram um prejuízo anual de R$ 24 bilhões, dinheiro suficiente para construir 1 milhão de casas populares, 100 mil escolas ou 30 mil hospitais.
Em todo o mundo, de acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) em 1999, ocorrem 250 milhões de acidentes por ano, com 355 mil mortes. A cada três minutos, uma pessoa morre trabalhando no planeta. A cada segundo, quatro ficam lesionadas.
No Paraná, o INSS registrou 19.651 acidentes de trabalho em 1998, com 88 mortes. O setor mais afetado é o da construção civil, com 2.664 (13,7%) dos casos, seguido da agricultura (1.813) e do comércio varejista (1.689). Os acidentes provocam cerca de 300 amputações de membros por ano no Estado.
Em 1999, a Fundacentro órgão que envolve o Ministério do Trabalho, patrões (confederações de empregadores) e empregados (centrais sindicais) iniciou uma campanha para reduzir em 40% o número de acidentes até 2003. A meta integra o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. (V.D.)

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