Acesso complicado e salários são obstáculos
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Cerro Azul, único dos municípios entre os 10 piores IDHs do Paraná a ter pedido do Mais Médicos atendido na fase inicial do programa, o profissional selecionado está trabalhando na atenção básica em saúde desde a primeira semana de setembro. "Nós tínhamos pedido sete médicos e veio apenas um por enquanto", diz a secretária Cleide Miguel Bestel. Ela relata que seis médicos trabalham em postos de saúde em Cerro Azul e plantonistas se revezam no hospital da cidade.
"Temos dificuldades para contratar médicos por ser (uma cidade de) interior, com acesso difícil. O salário é outra questão, temos que pagar uma diferença para que os médicos venham para cá", afirma Cleide.
O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Lazaro Sorvos (PDT), acredita que as outras nove cidades paranaenses com piores IDHs serão atendidas nas próximas fases do Mais Médicos.
"O programa vai ter sua evolução gradativamente. Não é tão simples assim. Uma quantidade de profissionais se inscreve e aproveita-se uma porcentagem pequena. À medida em que o programa for se consolidando, essas localidades devem ser atendidas", afirma.
Ele destaca a dificuldade que os municípios pequenos enfrentam para contratar médicos. "Muitos, por serem profissionais mais qualificados, querem ficar em grandes centros, com melhor qualidade de vida. Também esbarramos na dificuldade de pagamento que muitos municípios têm", lamenta. (F.G.)





