A Usina Mauá, que está sendo construída pelo Consórcio Cruzeiro do Sul, formado pelas estatais Copel e Eletrosul, terá potência instalada de 361 MW, capaz de oferecer energia a uma cidade de um milhão de habitantes.
Outro tipo de potencial, que só poderá ser mensurado daqui a alguns anos, diz respeito ao desenvolvimento que a usina poderá proporcionar à região. Ortigueira tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná. Telêmaco Borba, embora tenha indicadores sócio-econômicos superiores, tem a economia muito dependente da Klabin, empresa gigante da área de papel e celulose que tem uma unidade no município.
''Para nós, a usina é importante porque vai abrir mais possibilidades de emprego para a população, além de fazer a região despontar, se tornar conhecida e receber mais atenção. É uma região rica em recursos naturais, de muito potencial'', afirma Ocimar Camargo (PMDB), prefeito de Ventania e presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais. Os municípios da região também serão beneficiados com recursos de impostos e pagamentos de royalties.
Valdecir Saretto, dono de um restaurante em Ortigueira, diz que a esperança da comunidade é que a Usina Mauá abra um ciclo de desenvolvimento na região. ''A Klabin também está vindo aí (a empresa anunciou recentemente que vai construir uma fábrica em Ortigueira). Esses investimentos sempre mexem alguma coisa na cidade'', comenta. Saretto mora em Ortigueira há 15 anos. Ele aponta que a falta de oportunidades de trabalho é o maior problema do município. ''Quando terminam os estudos, os jovens têm que sair daqui'', lamenta. (F.G.)

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