2018 em 12 atos
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de dezembro de 2018
Isabela Fleischmann <br> Reportagem Local </br> 
Com o fim do ano, chega o momento do balanço do que foi vivido e da esperança de que fatos melhores virão. Olhando para 2018 é possível ver um ano de contradições e crises, muito pela incerteza política. Um ano de investigações e prisões, de segregação e polarização. Nos últimos dias antes de 2019, a FOLHA relembra uma reportagem que afetou os londrinenses em cada mês de 2018. O ano que passou teve grandes acontecimentos nacionais como a greve dos caminhoneiros, em maio, a Copa do Mundo, em junho, e as eleições, em outubro. Mas também para Londrina foi um ano movimentado, com operações policiais e investigações de corrupção.
Logo no começo do ano, no dia 24 de janeiro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou a Operação ZR3, investigando um esquema de associação criminosa envolvendo os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB). Um funcionário da Prefeitura e empresários também estariam comprometidos no esquema de propina mediante alteração de zoneamento da cidade.
A investigação segue em andamento e os vereadores, que a princípio foram afastados por 180 dias, tiveram, em setembro, a renovação do afastamento por mais 180 dias. Em dezembro, Alves foi preso após o delator da Operação ZR3, o empresário Junior Zampar, ter alegado que o vereador o teria ameaçado.

No dia 22 de fevereiro, mais uma operação: a 48ª fase da Lava Jato investigou supostas fraudes nas concessões de rodovias federais. O Ministério Público Federal identificou um superfaturamento de 89% no valor da tarifa. O diretor da Econorte, concessionária que administra algumas praças de pedágio no Paraná, Hélio Ogama, foi preso.
Um mês depois, um marco histórico para a família da professora Estela Pacheco, assassinada em 14 de outubro de 2000. O Tribunal do Júri de Ponta Grossa entendeu, depois de quase 18 anos do crime, que o agropecuarista Mauro Janene Costa matou e jogou Pacheco do 12º andar do Edifício Diplomata, no centro de Londrina. Atualmente, Janene recorre da condenação em liberdade.
Em abril, a FOLHA mostrou que bolsistas da UEL (Universidade Estadual de Londrina) reclamavam de atrasos nos pagamentos após a adoção ao Meta-4. O sistema de monitoramento do governo causou greves e debates do governo com as universidades estaduais em 2017.

A greve dos caminhoneiros parou o País em maio. A região de Londrina chegou a ter 17 pontos de bloqueio nas rodovias federais. A paralisação nacional levou ao fechamento do Pool de Combustíveis da cidade. Foi notável a redução do número de carros circulando pelas ruas com a falta de combustível em Londrina.
Em junho a Câmara de Vereadores de Londrina aprovou a lei do prefeito Marcelo Belinati (PP) que proíbe o consumo de bebidas alcóolicas nas ruas da cidade. Beber na rua agora é proibido das 22h às 8h. Também não é permitido o consumo de álcool nas proximidades de escolas, seja em qualquer hora do dia. As multas da nova norma têm sido aplicadas pela Guarda Municipal.

A Copa do Mundo terminou mais cedo para o Brasil. Nas quartas de final, a seleção perdeu para a Bélgica no dia 6 de julho e deu adeus ao sonho do hexacampeonato na Rússia.
Previsto para começar em agosto, a 50ª edição do Filo (Festival Internacional de Londrina) foi adiada por falta de recursos. O Filo foi postergado para outubro e dezembro, mas também foi adiado. O festival deve acontecer somente em 2019.

O dia 11 de setembro de 2018 entrou para a história da política paranaense: pela primeira vez, um ex-governador do Estado foi preso. Beto Richa (PSDB), irmão e esposa foram presos temporariamente em operação do Gaeco. A investigação do Ministério Público apontava que o tucano estaria envolvido em suposto direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, em um programa estadual de manutenção de estradas rurais entre 2012 e 2014.

Em outubro, depois de uma campanha polarizada, Jair Messias Bolsonaro (PSL) foi eleito o novo presidente do Brasil. O capitão da reserva teve 80,42% dos votos em Londrina. Bolsonaro foi o terceiro militar eleito pelo voto direto. Antes dele, somente Hermes da Fonseca (1910) e Eurico Gaspar Dutra (1945) tinham sido eleitos.
Com a eleição de Bolsonaro, o novo presidente começou a estruturar o novo governo. Em novembro, um professor que vive em Londrina foi nomeado ministro da Educação: Ricardo Vélez-Rodríguez.

Em dezembro, a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) contestou a publicação da nova licitação do transporte público de Londrina e disse que não pretendia continuar com os serviços na cidade. Ainda em dezembro, a pedido da TCGL, o Tribunal de Contas suspendeu a nova licitação.
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- Ano que passa, ano que vem...


