Zoneamento teve quase 40 alterações pontuais
A nova Lei de Uso e Ocupação do Solo de Londrina (Lei de Zoneamento), que entrará em vigor no próximo dia 6, pode, sim, ser considerada uma colcha de retalhos. Algumas das emendas aprovadas são necessárias e coerentes, mas, várias mudam o zoneamento de um lote específico atendendo a claro interesse do dono do imóvel.
A proposta original, cujo texto foi elaborado a partir de conferências, especialmente da 6ª Conferência Municipal para a aprovação das minutas das leis complementares ao Plano Diretor, realizada em julho de 2010, sempre foi criticada por seu caráter permissivo: amplia as áreas de industrialização, as zonas para a construção de prédios e a possibilidade de instalação de comércios e serviços.
Apesar disso, o texto original respeitava as regras do jogo. O que não se pode dizer com certeza plena acerca das emendas, que foram discutidas em reuniões reservadas aos vereadores e técnicos.
Praticamente todas as emendas foram analisadas por uma comissão técnica, formada por representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Conselho Municipal da Cidade (CMC), secretarias do Ambiente e Obras, Companhia de Habitação e Câmara, a partir de decreto de Kireeff.
"Permitir o comércio nesta rua certamente vai aumentar o movimento e, consequentemente, os riscos para quem transita por aqui", disse Alef Campos Garcia, 21 anos, que tem deficiência visual e mora na Rua Netuno. Diariamente, ele percorre a rua apenas com a ajuda da bengala. "Vai ficar mais difícil".
Deficiente visual, Alef Campos Garcia não concorda com a vinda do comércio para a Rua Netuno: "Vai aumentar o movimento e os riscos para quem transita por aqui."
- Das 92 emendas sancionadas, 37 são alterações pontuais de zoneamento. As outras 55 emendas têm conteúdo técnico, para correção do texto, ou estruturais, alterando, por exemplo, parâmetros construtivos
- Encontro para ouvir a população, mas que teve maior participação de imobiliaristas e construtores do que do cidadão comum





