Zinni tenta uma nova trégua
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
France Presse 
Jerusalém- O mediador norte-americano para o Oriente Médio, Anthony Zinni, pretende organizar um encontro entre autoridades de segurança israelenses e palestinas no próximo domingo, informou ontem a rádio militar israelense. Segundo essa fonte, Israel já concordou com o encontro. No entanto, até o momento não se tem nenhuma confirmação oficial sobre a reunião.
O general aposentado voltou ontem ao Oriente Médio para uma missão de quatro dias em Israel e nos territórios palestinos. Zinni tem o objetivo de consolidar uma trégua entre as duas partes e preparar o caminho para as negociações de paz.
Ontem, Zinni se reuniu com autoridades de segurança do governo israelense, incluindo o chefe do serviço secreto, Mossad Avi Dichter, e o chefe adjunto do Estado Maior, Moshe Yaalon. Hoje, será recebido pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pelo ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, e pelo presidente palestino, Yasser Arafat, informaram fontes oficiais.
Fim do bloqueio
A Autoridade Palestina pediu ontem a Israel que suspenda completamente o bloqueio que impõe aos territórios palestinos, depois do anúncio em Jerusalém do fim das sanções em quatro cidades palestinas.
A Autoridade Palestina pede o fim total do bloqueio, e não um simples deslocamento dos tanques israelenses que circulam por nossas cidades de um lugar a outro, declarou à AFP Nabil Abu Rudeina, conselheiro do presidente palestino Yasser Arafat.
O ministério da Defesa de Israel anunciou ontem, algumas horas antes da chegada à região do enviado norte-americano Anthony Zinni, a suspensão do bloqueio em quatro cidades palestinas da Cisjordânia, apesar do Exército manter suas posições ao redor de outras duas cidades. Nabil Abu Rudeina destacou a necessidade de eliminar toda a presença militar israelense nos territórios palestinos.
Enterro
Mais de três mil palestinos compareceram ao enterro, ontem, em Gaza, de três adolescentes mortos no domingo passado por soldados israelenses. O chefe da segurança geral da Faixa de Gaza, Adel Razek al Makhaida, acusou o Exército israelense de ter assassinado os três adolescentes.


