Zanlorenci depõe sobre irregularidades na GM
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
O ex-secretário de Defesa Social, Benjamin Zanlorenci, prestou depoimento ontem ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, sobre irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Londrina e empresa Delmondes&Dias Ltda., do Mato Grosso do Sul, para ministrar o curso de formação da Guarda Municipal (GM). A ordem de serviço somente foi assinada em 25 de maio, quando o curso já estava no 49º dia, ministrado inteiramente por policiais militares. A aula inaugural ocorreu em 12 de abril, com a presença do prefeito Barbosa Neto (PDT), mas ele somente assinou o contrato em 21 de maio.
Em suas declarações, o ex-secretário - demitido em novembro do ano passado, após as denúncias no contrato se tornarem públicas - disse que a intenção inicial da Secretaria de Defesa Social era contratar o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social, órgão da Universidade Estadual de Londrina (UEL), por dispensa de licitação, mas o então secretário de Gestão Pública, Marco Cito, lhe disse que o prefeito havia proibido a contratação direta.
O ex-secretário também apresentou ao promotor cópia de parecer que encaminhou à Secretaria de Gestão Pública contestando a capacidade técnica da Delmondes, que foi, porém, rechaçado pela comissão de licitação. Ele tentou justificar o fato de o curso já ter começado há quase dois meses quando a empresa foi contratada, afirmando que a aula inaugural foi ''simbólica'' e que as aulas eram esporádicas. Essa versão foi veementemente contestada por policiais militares já ouvidos pelo promotor e também pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara, que apurou irregularidades na contratação da Delmondes, empresa que não tinha funcionários e tampouco sede. Os militares disseram que jamais viram funcinários da Delmondes durante o curso.
O ex-secretário falou ainda sobre a prestação de serviço pelos militares, dizendo que havia um convênio com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Mas este documento não chegou a ser assinado. Após o pagamento de R$ 303 mil para a Delmondes, a empresa fez transferências bancárias aos policiais, pagando pelas aulas. Muitos alegam que não receberam integralmente o valor combinado. O próximo a ser ouvido é o secretário de Governo, Marco Cito.


