Youssef teve papel coadjuvante, diz defesa
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de fevereiro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A defesa do doleiro londrinense Alberto Youssef voltou a defender a tese de que o doleiro não passava de um personagem secundário dentro da acusação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato.
Segundo um dos advogados do doleiro, Adriano Bretas, o que está sendo visto nas audiências de testemunhas de acusação só reforça a tese da defesa. "Tudo está relacionado a um sistema de poder político e econômico, e que o Alberto Youssef não passa de uma peça muito pequena nessa engrenagem. É um papel coadjuvante. E isto está ficando demonstrado a cada depoimento", disse.
"Youssef jamais pode ser tido como mentor ou líder do esquema. Pelo que temos visto, o sistema de corrupção na Petrobras está relacionado com os altos escalões da República", completou Bretas.
O londrinense é réu no processo e, nesta fase, está comparecendo às audiências como parte interessada. Até a próxima sexta-feira serão ouvidas mais testemunhas de acusação do MPF. Na tarde de ontem ele e os executivos da Camargo Corrêa (Dalton dos Santos Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler) e da UTC Engenharia (Ricardo Ribeiro Pessoa) foram escoltados da carceragem da PF para a sede da Justiça Federal do Paraná.
Três funcionários da Petrobras foram ouvidos como testemunhas: Marcelino Guedes Ferreira Mosqueira Gomes, ex-presidente da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; de Gerson Luiz Gonçalves, chefe de auditoria interna da Petrobras; e a ex-gerente da estatal, Venina Velosa da Fonseca.
O advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que representa o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, afirmou que os depoimentos mostram que está "provada a inocência" do cliente. Por isso, ele espera que o acusado passe a responder em liberdade.


