Youssef teria operado para Maluf
Brasília - Uma hora de todo o depoimento que começou às 14h20 e continuava reservado até às 19h foi aberta à imprensa. Youssef definiu-se como um doleiro que entre 1993 e 2003 apenas operou para outros doleiros sem ter conhecimento dos nomes dos clientes finais, os verdadeiros donos do dinheiro (chegou a dizer que ''dificilmente'' havia operado para clientes finais, mas depois reformou a frase, assegurando que ''nunca'').
Na função de ''doleiro de doleiros'', Youssef disse que foi orientado por um colega, sobre o qual revelou apenas um nome ou apelido, ''Juca'', a fazer operações que, segundo o Ministério Público Estadual de São Paulo, estão relacionadas a Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo.
Youssef disse que ''Juca'', que teria uma casa de câmbio na rua Líbero Badaró, em São Paulo, orientou-o a transferir ''US$ 1 milhão ou US$ 2 milhões'' (a PF tem registrado US$ 1 milhão) de uma conta sua no Banestado de Nova York para uma conta de Maria Rodrigues, gerente da agência do banco UBS na Suíça onde o ex-prefeito Paulo Maluf manteria recursos, segundo a acusação de PF e Ministério Público o que ex-prefeito sempre negou.
Além disso, ''Juca'' também teria determinado a Youssef que recebesse, por meio de uma conta aberta em nome de sua irmã, Olga Soloviov, cerca de US$ 2 milhões depositados por empresas subcontratadas por empreiteiras que executaram a obra da avenida Roberto Marinho, ex-Águas Espraiadas, na gestão de Paulo Maluf. (R.V.)





