Youssef teria intermediado doação a Meurer
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segunda-feira, 07 de abril de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O deputado federal pelo Paraná Nelson Meurer (PP) negou ontem irregularidades nos repasses de R$ 500 mil à sua campanha, em 2010, por suposto intermédio do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mas não soube explicar por que o grupo Queiroz Galvão decidiu investir o dinheiro. O parlamentar diz que sequer conhece a empresa.
O caso foi divulgado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". De acordo com a reportagem, Youssef intermediou doações eleitorais para os diretórios nacional e dos Estados da Bahia e Pernambuco do PP e para o diretório do PMDB em Rondônia, além de cinco deputados federais do PP por meio de duas empresas prestadoras de serviços para a Petrobras.
Pela reportagem, os interlocutores de Youssef, com base em endereço eletrônico atribuído a ele, seriam os empresários Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor-geral de desenvolvimento da Queiroz Galvão, e Cristian Silva, da Jaraguá Equipamentos. Os valores também constam, segundo a reportagem, nas mensagens eletrônicas, e batem com os valores declarados.
Para Meurer, foram feitas duas doações de R$ 250 mil, em 28 de agosto e 10 de setembro. O deputado afirma que os valores foram pedidos ao diretório nacional do PP, mas partiram, segundo a prestação de contas de campanha, diretamente do grupo Queiroz Galvão.
Meurer reiterou, no início da noite de ontem, que a doação é legal, foi pedida para seu partido e consta na prestação de contas que já foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. "Doação oficial não precisa de doleiro para intermediar", argumentou.
Ele ainda recordou que sua doadora é uma das maiores empresas do País e que não conhece ninguém do grupo. "Apenas eles ligaram (para o partido) pedindo o número da conta", afirma. Entretanto, ele se esquivou de dizer o motivo de doações para um candidato que sequer conhece. "Pergunte para a Queiroz Galvão", indicou.


