Youssef será ouvido hoje por Sérgio Moro
O doleiro Alberto Youssef será novamente ouvido hoje de manhã, na Justiça Federal do Paraná, em Curitiba. Ele será interrogado pelo juiz Sérgio Moro dentro do processo que aponta evasão de divisas de US$ 444,6 milhões entre 2011 e 2014 por meio de importações fictícias com base em 3.649 contratos de câmbio firmados por empresas de fachada.
Dentre as empresas utilizadas para evadir o dinheiro estão a Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia, Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen S/A; Piroquímica Comercial Ltda.; Bosred Serviços de Informática Ltda.; HMAR Consultoria em Informática Ltda.; EPP e RMV e CVV Consultoria em Informática Ltda.; além das offshores DGX Imp. And Exp. Limited e RFY Imp. Exp. Ltda.
Neste processo, conforme denúncia dos procuradores, a Labogen teria negociado um contrato no valor de R$ 150 milhões com o Ministério da Saúde para o fornecimento de insumos farmacêuticos. A suspeita é de que o contrato tenha sido intermediado pelo ex-deputado federal André Vargas, que foi cassado no ano passado por quebra de decoro parlamentar por ter utilizado um jatinho de Youssef para passar férias com a família no Nordeste.
No primeiro depoimento do doleiro sobre o caso, em agosto do ano passado, e anterior à firmação de acordo de delação premiada, ele permaneceu calado. Entretanto, como o processo já entrou em fase final, a defesa apresentou uma petição ressaltando que, "atualmente, após a formalização do acordo (delação), ele pretende esclarecer questões atinentes a este processo".
São réus no processo, além do doleiro, Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, e Esdra de Arantes Ferreira, sócios da empresa Labogen; Pedro Argese Junior, sócio da empresa Piroquímica; Raphael Flores Rodriguez, comandado de Youssef e quem autorizou uso das empresas RMV e CVV e HMAR para operações fraudulentas, e Carlos Alberto Pereira da Costa, procurador oficial da GFD e subordinado do doleiro. (R.C.J.)





