O empresário e doleiro Alberto Youssef não foi conduzido ontem à 1ª Vara Cível de Londrina, onde seria ouvido pelo promotor Bruno Galatti em cumprimento a uma carta precatória do promotor de Defesa do Patrimônio Público de Maringá, José Aparecido da Cruz. Youssef está preso no 3º Distrito Policial (DP) e seria ouvido sobre cheques da Prefeitura de Maringá que teriam sido depositados na conta de um funcionário da Youssef Câmbio e Turismo.
O juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, responsável pelo processo contra o doleiro, explicou que a defesa dele requereu o direito de só se pronunciar em juízo. ‘‘Diante disso deferi o pedido e cancelei a ida dele à promotoria’’, esclareceu. O Ministério Público (MP) pediu uma reconsideração ao juiz.
Youssef está preso desde segunda-feira no 3º DP, onde também estão seu cunhado, Eroni Miguel Peres e Antonio Carlos Neri Romero, apontado como segurança do doleiro. Segundo o MP, R$ 120 mil desviados da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) por meio de licitações fraudulentas foram depositados na conta da empresa fantasma Freitas & Dutra, que seria movimentada por Youssef. Ele também é apontado como o responsável pela movimentação de aproximadamnte R$ 150 milhões em 37 contas fantasmas, abertas no Banestado de Londrina.
Youssef ainda é investigado pela Polícia Federal (PF) em Londrina, Foz do Iguaçu e Brasília. Ele está envolvido em mais de 30 processos. O advogado dele, João dos Santos Gomes Filho, está tentando um habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça para tirar Youssef da cadeia. (L.R).

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