Youssef e Falcão serão testemunhas em processo de Vargas
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terça-feira, 03 de junho de 2014
Das agências 
Brasília - O relator do processo de cassação contra o deputado André Vargas (sem partido-PR) no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG), arrolou como testemunhas na representação o doleiro Alberto Youssef e o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão. Júlio Delgado apresentou ontem ao colegiado uma lista com oito nomes que gostaria de ouvir durante as investigações. Pelas regras do Conselho, as oitivas são convites que não têm poder convocatório e que podem ser recusados.
O pessebista alegou que Falcão pressionou o ex-petista Vargas a renunciar e que o PT entrou na Justiça questionando o mandato do parlamentar. O objetivo de ouvi-lo, de acordo com o relator, é saber se o presidente nacional do PT concorda ou não com o teor da representação por quebra de decoro parlamentar.
Além de Youssef e do presidente do PT, o deputado do PSB também pediu que fossem ouvidos o deputado Cândido Vaccarezza, também citado na Lava Jato, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), dois sócios do laboratório Labogen (Leonardo Meirelles e Esdra Ferreira), o proprietário da empresa Elite Aviation, Bernardo Tosto, além de Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.
O PT no Conselho de Ética questionou a ação de Júlio Delgado. O deputado Sibá Machado (PT-AC) afirmou que a representação se baseia sobretudo em reportagens divulgadas pela imprensa e que as testemunhas arroladas deveriam ser ouvidas depois que o colegiado tiver acesso aos documentos da Operação Lava Jato que citam Vargas, que hoje estão no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), e Júlio Delgado pediram a papelada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo, mas o magistrado pediu de dez a 15 dias para poder separar a parte do processo que diz respeito a Vargas e repassá-la.
O relator no Conselho de Ética tem 40 dias para ouvir as testemunhas listadas - além das oito solicitadas pela defesa - e pedir instruções do caso. Depois, mais dez dias para apresentar seu parecer final no conselho, o que ele espera fazer ainda antes do recesso parlamentar. As oitivas acontecem em sessões ordinárias do Conselho e deverão ser ouvidas primeiro as testemunhas do relator. Ele propôs que as primeiras oitivas aconteçam nos dias 17 e 18 de junho.
CPI da Petrobras
A CPI mista da Petrobras aprovou ontem requerimento pela cópia das quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico feitas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O pedido fez parte de um grupo inicial de 230 requerimentos aprovados nesta terceira sessão da CPI mista, composta por deputados e senadores. Os pedidos também incluem a convocação do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, dentre outros. Ainda não há, porém, data para os depoimentos nem a definição de quem será ouvido primeiro.


