O empresário Wilson Yoshida, proprietário do grupo Kriswill, de Apucarana, prestou novo depoimento no Ministério Público (MP) do Paraná, que apura supostas irregularidades na compra dos uniformes escolares pela Prefeitura de Londrina. Indiciado por corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitação, o empresário, que chegou a ficar preso por três dias, assumiu o compromisso de contribuir com as investigações e durante uma hora, ontem, falou à promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli.
Acompanhado do advogado, Yoshida detalhou como ocorreu a contratação de uma das empresas do grupo, a Iridium Indústria de Confecções Ltda., após vencer licitação realizada pelo município no começo deste ano, no valor de R$ 1,3 milhão, para fornecimento de mochilas. Além da investigação no MP, a Controladoria Geral do Município também abriu procedimento interno onde apontou que a empresa já havia fornecido orçamentos para embasar a inexigibilidade de licitação para a compra de uniformes no ano passado, favorecendo a G8 Representações, de São Caetano do Sul (SP), também investigada.
Ao deixar a promotoria, o advogado Edson Massei reafirmou o compromisso do empresário de colaborar com as investigações feitas no MP. ''Yoshida veio prestar declarações complementares e esclarecer alguns fatos em relação aos documentos apreendidos'', resumiu. Leila Voltarelli preferiu não dar detalhes do procedimento, que pode resultar nos próximos dias numa ação civil pública por improbidade administrativa.
Denúncia criminal
Enquanto na esfera cível os promotores tomam os últimos depoimentos no caso dos uniformes, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tem até segunda-feira para concluir o inquérito criminal e apresentar denúncia à Justiça contra as pessoas supostamente envolvidas em esquema de pagamento de propina. Como base para o trabalho do Gaeco está o inquérito que apontou indícios de crimes contra 14 pessoas, incluindo o prefeito Joaquim Ribeiro (sem partido) e o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT).

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