Yeda teme ficar marcada
A deputada Yeda Crusius (PSDB-RS) disse ontem que vai ficar marcada para o resto da vida como gazeteira. É um adjetivo que a imprensa me qualificou e que abomino, mas sei que esta marca não sairá. Segundo Yeda, quando estiver em algum embate político, certamente alguém vai gritar: Gazeteira.
Ela e outras quatro deputadas marcaram presença na sessão de quinta-feira passada e viajaram para a Chapada dos Veadeiros, faltando também na sexta-feira.
Yeda afirmou que está revoltada com a forma como as notícias sobre a viagem das deputadas está sendo divulgada. O texto já estava escrito quando os jornalistas nos encontraram, ainda na pousada, na manhã de sexta-feira, porque eles queriam mesmo era uma foto nossa, tomando banho de cachoeira, continuou ela. Nós demos a foto. Segundo a deputada, dois erros graves dos jornais foram: primeiro, referir-se às deputadas como gazeteiras e não mostrar nada do trabalho que elas fazem; segundo, divulgar foto dos filhos das deputadas Márcia Marinho (PSDB-MA) e Socorro Gomes (PC do B-PA). Se estavam nos tratando como criminosas, então não poderiam mostrar as fotos dos meninos.
Como Socorro, Yeda defende mudanças no regimento interno, para resolver o problema das segundas e sextas-feiras. Existe uma proposta de três semanas de votação seguida e uma para que o parlamentar vá visitar as suas bases, afirmou ela. É apenas uma das várias propostas.





