Rolândia O vereador Paulo Augusto Farina (PDT), 21 anos, corre o risco de perder o mandato ao protagonizar um episódio um tanto quanto constrangedor na sexta-feira passada, na Câmara de Vereadores de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Durante uma telefonema de 62 minutos para o celular da namorada, Farina urinou em uma garrafa plástica, dentro do gabinete utilizado por outros dois colegas. Isso a um metro e meio do banheiro.
Amanhã, a mesa diretora da Casa vai analisar o pedido de sindicância encaminhado por sete vereadores, solicitando a cassação do mandato de Farina por quebra de decoro. O caso veio à tona na manhã de segunda-feira, quando entrou na sala e encontrou, em cesto de lixo, a garrafa plástica ainda cheia, além de manchas de urina espalhadas pelo chão e na cadeira.
O espaço é dividido pelos vereadores Rubens Massuci (PSDB) e Milton Alves (PPS). Segundo eles, Farina pediu a Alves para fazer uma ligação da sua sala, já que o gabinete do pedetista estava trancado e ele não tinha as chaves. ''Na segunda-feira me chamaram para ver a bagunça que haviam feito na minha sala'', disse Alves.
Segundo Massuci, ao monitorar a ligação, chegou-se ao número do celular de sua namorada, que mora em Maringá. Questionado pela Folha, Farina confirmou a ligação e que, devido a uma incontinência, tomou de impulso uma garrafa de água vazia. ''Não foi proposital, eu não aguentei e fiz na garrafa'', alega Farina, estudante de direito da Universidade Estadual de Londrina.
Quanto à ligação, inicialmente Farina disse que falava com uma garota de Maringá para solicitar uma pesquisa na Câmara de Vereadores sobre projetos na área ambiental. Depois, ele confirmou também que se tratava de uma namorada. Ainda assim, acredita, a atitude nada exemplar não se justifica a ponto de lhe retirarem o mandato. Na sessão de segunda-feira, ele confessou o fato e prometeu devolver os quase R$ 60,00 à Câmara pela ligação.
Mas Massuci, outros sete vereadores, inclusive o vice-presidente da Câmara, Paulo Santi (PMDB), 40 anos, pedem uma punição exemplar. ''A população merece uma explicação'', afirmou Santi. Na Câmara, os vereadores não escondem o constrangimento, não só pela ligação custeada com o dinheiro do contribuinte, mas pelo situação criada por Farina, que virou motivo de piada nas ruas.

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