Embora a Controladoria-Geral do Município (CGM) tenha apontado o pagamento irregular de R$ 98 mil feito pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) à empresa Xapuri (Biocollecta) em setembro de 2009, por serviços não prestados, a Prefeitura de Londrina não adotou até agora qualquer procedimento para obter o ressarcimento aos cofres públicos. O relatório da auditoria da CGM foi encaminhado ao prefeito Barbosa Neto (PDT) e à CMTU em agosto do ano passado. Na última sexta-feira, o secretário de Governo, Marco Cito, disse que apenas na semana anterior, quando a FOLHA publicou reportagem sobre a irregularidade, é que ele recebeu o relatório da CGM.
Cito também deu uma informação diferente daquela prestada pelo prefeito em entrevista coletiva no último dia 10, de que a Procuradoria já teria aberto procedimento administrativo e buscava o ressarcimento aos cofres públicos. ''Ainda não há determinação para a devolução do dinheiro. Um procedimento administrativo vai ser instaurado na Procuradoria'', declarou Cito.
O procurador Paulo Tiene disse que desconhecia tal procedimento. Uma fonte, porém, revelou que o procedimento sobre a Xapuri foi encaminhado pelo prefeito à Procuradoria, que teria se manifestado incompetente para apurar o fato, já que a CMTU é uma empresa de economia mista e tem procuradoria própria. Desta forma, a própria CMTU teria que pedir a devolução dos recursos.
Marco Cito disse que está em estudo uma alteração no regimento da procuradoria que permita ao órgão instaurar procedimento administrativo sobre autarquias e empresas do município. (LC)

mockup