Consultoria contratada pela Prefeitura de Wenceslau Braz (Norte Pioneiro) detectou um rombo de R$ 10,136 milhões no fundo de Previdência Municipal. De acordo com o prefeito Cristóvan Andraus Junior (sem partido), com base no estudo feito por uma empresa de Curitiba, a verba em falta no fundo se refere ao período compreendido entre 1997 e 2004 - durante as duas gestões consecutivas da então prefeita Carolina Batistão de Souza (PMDB).
Para o prefeito, ''houve desvio de verba''. ''Quando assumi, havia pouco mais de R$ 600 mil em caixa, quando deveria ter mais de R$ 10 milhões. Se o dinheiro era recolhido na folha do servidor, queremos saber se houve apropriação indébita desses valores'', destacou. O chefe do Executivo afirmou que a Procuradoria Jurídica da Prefeitura vai oferecer denúncia à promotoria.
Segundo Andraus Junior, a administração deixará de efetuar o repasse do pagamento aos mais de 100 servidores inativos que deveriam receber pelo fundo previdenciário a partir de 30 de julho. ''Fazíamos o pagamento, mas, como hoje o fundo tem caixa suficiente para isso, não podemos continuar com uma responsabilidade que não é nossa'', disse.
A FOLHA não conseguiu localizar a ex-prefeita para comentar o assunto.

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