Curitiba - Os articuladores de uma chapa governista no Paraná estão tão seguros da aliança entre PSDB e PFL que costuram, ainda que de forma incipiente, o nome do deputado federal pefelista Werner Wanderer como pré-candidato a vice na chapa encabeçada pelo vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para a sucessão do governador Jaime Lerner (PFL).
A ponte da negociação é o deputado federal Affonso Camargo (PSDB), que já foi do PFL e é ligado a Wanderer. A avaliação, ainda restrita aos bastidores, é que Wanderer – no segundo mandato na Câmara Federal, depois de passar pela Assembléia Legislativa – é uma boa opção de vice, porque não traz o desgaste de ter exercido cargo no Poder Executivo.
A reeleição de Wanderer é considerada difícil por uma ala governista que prefere o deputado ao ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski que, apesar de oficialmente falar como pré-candidato ao PFL ao governo, não esconde o desejo de integrar a chapa majoritária, mesmo que na posição de vice. A corrente pró-Wanderer acredita que o enfraquecimento da densidade eleitoral do deputado pode ser compensado pela influência do parlamentar junto ao comando nacional do PFL. Wanderer tem um cargo dentro da executiva nacional.
A tese de colocar um parlamentar na vice tem o respaldo do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), um dos articuladores da sucessão no Estado.
O presidente estadual do PSDB, deputado federal Basílio Villani, tem dito que Wanderer seria uma ‘‘boa opção’’ para vice. Villani defende que o PFL apresente três nomes como sugestão de candidato a vice.
Na reunião de segunda-feira do PFL, pela manhã, a cúpula do partido pode fechar o apoio ao candidato tucano, jogando por terra a candidatura própria.
A Folha procurou Affonso Camargo e Werner Wanderer, para detalhar as costuras que estão em curso, mas não houve retorno. Camargo está em viagem a Salvador, na Bahia. E Wanderer não estava em seu gabinete.

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