A APP-Sindicato fez ontem mais uma investida para convencer o governo do Estado a revogar a resolução que corta o repasse automático de R$ 300 mil mensais, referentes à cobrança de mensalidades dos professores da rede pública. Dirigentes da entidade reuniram-se em Curitiba com o secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, na presença do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Carlos Augusto Abicalil, e do deputado federal Paulo Bernardo (PT).
O corte, em vigor já há um mês, foi por motivos políticos, conforme afirma o secretário da Educação. Ressentida com a tumultuada votação do programa Paranaeducação - que contou com ovos e moedas jogados pelos servidores - a Assembléia Legislativa teria encomendado a medida, baixada pelo secretário da Administração, Reinhold Stephanes Junior. Wahrhaftig disse ontem que até o dia 12 de março terá uma resposta à reivindicação da entidade. ‘‘Precisamos falar com os deputados’’, observou.
Dirigentes da APP argumentam que sem os R$ 300 mil ao mês a entidade vai fechar. Para engrossar a pressão, levaram para a reunião uma série de apoios manifestados depois da implantação da medida à entidade. Dentre os quais, os da OAB-Paraná, da Universidade Federal, da Pastoral da Educação, das Câmaras Municipais de Curitiba e de Cascavel e do coordenador da campanha da fraternidade no Paraná, dom Moacir.
Para não agravar a crise vivida com a entidade representativa dos professores, o governo foi cauteloso ontem. O secretário comprometeu-se a implantar a hora-atividade, outra reivindicação da categoria, a partir do ano que vem. E uma comissão conjunta foi montada para discutir um novo plano de cargos e de salários, a ser colocado em prática até junho de 98 de acordo com a lei 9424/96. (L.D)

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