Brasília - O ministro Jaques Wagner, novo coordenador político do governo, fez ontem uma defesa veemente de Fábio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negando que ele tenha sido beneficiado em negócios particulares pelo fato de ser filho do presidente.
Fábio é sócio da Gamecorp, que recebeu investimento de R$ 5 milhões da Telemar. A empresa de telefonia possui mais de 40 parceiros para produção de conteúdo para celulares, mas mantém participação societária apenas na Gamecorp.
''Sou pai e sei os filhos que tenho, como o presidente sabe os filhos que tem e evidentemente ninguém gosta que uma pessoa que está procurando se desenvolver e crescer seja tratada da forma como foi tratada. (...) Se o filho está progredindo na vida e for impedido por ser filho do presidente, a gente entra em um anacronismo que não tem cabimento'', afirmou Jaques Wagner.
Para ele, há total ''lisura'' no caso. ''Essa ilação (sobre privilégio) todo mundo pode fazer. Não precisa ser filho de um político, pode ser filho de uma pessoa famosa. Posso dizer que conheço todo o episódio por dentro e tenho absoluta tranquilidade de que não teve nenhum tipo de favorecimento. (...) Tenho absoluta tranquilidade da lisura de tudo o que foi feito'', disse.
Na reunião ministerial que fez anteontem, Lula classificou, segundo relato de presentes, como ''golpe baixo'' e ''baixaria'' as reportagens sobre seu filho. Jaques Wagner, que é do PT baiano, visitou ontem os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE). O ministro substitui Aldo Rebelo (PC do B-SP) na coordenação política.

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