O Ministério Público de Minas Gerais também tomou ontem depoimento do presidente do instituto de pesquisas Vox Populi, Marcos Coimbra, que negou ter prestado serviços ao PFL de Curitiba. Em matéria publicada na ''Folha de S. Paulo'' no dia 6 de novembro, Coimbra confirmou ter feito pesquisas em Curitiba.

No depoimento de ontem, Coimbra afirmou que de fato realizou pesquisas em Curitiba, mas pagas pelo diretório nacional do PFL, no valor de R$ 800 mil. Para o promotor que ouviu Coimbra, Rodrigo Albuquerque, o valor de R$ 693,9 mil indicado no livro-caixa de Paladino pareceu de fato elevado. ''Existe a hipótese de que esses recibos tenham sido usados para desviar sobras de campanha entre os próprios membros do comitê. Seria uma espécie de caixa 3'', afirmou.

A defesa do prefeito pode pedir a nulidade do depoimento de Paladino Júnior. Segundo o advogado de Cassio, José Cid Campêlo, os promotores não seguiram os passos adequados para interrogá-lo. ''Em seu depoimento, Paladino aparece como sendo economista, quando na verdade ele é um funcionário público estadual'', disse Campêlo.(R.S.)

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