Vox confirma situação de Lerner
Leandro Donatti
De Curitiba
O governador Jaime Lerner, do PR, terá mesmo dificuldades para viabilizar, no PFL, seu nome à sucessão de FHC em 2002, sobretudo com a ascensão da governadora Roseana Sarney (MA). A tendência é revelada por uma pesquisa interna encomendada pela direção nacional do PFL ao Instituto Vox Populi. A performance de Lerner é uma das mais pálidas, conforme apurou a Folha junto a fontes em Brasília. O governador está bem atrás de ACM, de Roseana e de Marco Maciel.
A pesquisa de mercado eleitoral não submeteu ao crivo apenas os quatro pefelistas mas uma série de outras lideranças. A sondagem cujo resultado oficial deve movimentar internamente o PFL na reunião da executiva nacional nesta quinta-feira, em Brasília confirma o crescimento de Roseana que, depois de ACM, é o nome mais forte dentro do PFL.
A sondagem foi feita entre 15 e 20 de dezembro, informou ontem João Francisco Meira, diretor do Vox Populi em Belo Horizonte. Ele disse que não pode divulgar o resultado da pesquisa sem autorização. Esse tipo de pesquisa é para medir, entre outras coisas, a aceitabilidade do candidato em potencial, explicou. O que Meira não fez segredo foi que Lerner não passa dos 3% das intenções de voto quando colocado em cenários eleitorais.
Nestes mesmos cenários, Lula (PT) fica entre 25% e 29% dos votos; Ciro Gomes (PPS), entre 17% e 20%; Itamar Franco (sem partido), entre 8% e 12%; Anthony Garotinho (PDT), entre 7% e 10%. ACM aparece em algumas situações com 8% e Roseana Sarney com 6%. O Lerner fica entre 2% e 3%. Mas isso não quer dizer que ele não pode crescer. O governador do Paraná não tem muita visibilidade na mídia, é isso que falta, observou Meira. O Palácio Iguaçu evita fazer avaliações sobre pesquisas.
O presidente estadual do partido, ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, teve encontro ontem com Lerner. Fontes ligadas ao governo não têm dúvidas de que eles trataram da questão. Essas mesmas fontes dizem ainda que, diante, das dificuldades de se tornar presidenciável, os aliados de Lerner não descartariam, mesmo que a dois anos e meio das eleições de 2002, um lançamento de Lerner a uma das vagas do Paraná ao Senado. A fórmula, que poderia resultar num novo acordo branco com o PSDB de Alvaro Dias desta vez PFL não lançaria candidato ao governo, facilitando o caminho para o PSDB e em troca, os tucanos, lançariam no máximo um nome para o Senado é vista como mais palpável.





