Vou redobrar porrada nesse vagabundo, diz Francischini
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sexta-feira, 04 de março de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Citado na suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), conforme documentos vazados nesta semana pela revista IstoÉ, o deputado federal Fernando Francischini (SD-PR) disse ontem que não aceitará as denúncias "de jeito nenhum". Ele participou, ao lado do colega de Câmara Jair Bolsonaro (PSC-RJ), do Seminário Estadual das Guardas Municipais, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, em Curitiba. De acordo com o trecho reproduzido pela publicação, Francischini teria cobrado propina para não convocar empreiteiros a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
"O meu berro é o berro do inocente, porque os outros que foram citados estão todos embaixo da cama ainda escondidos. Não vou aceitar que um bandido venha falar de mim sem provas nenhuma, principalmente quando ele diz que eu participava de jantares com empreiteiras numa segunda-feira à noite e, ontem (anteontem) mesmo, eu fui na Procuradoria-Geral da República (PGR) e levei passagem aérea minha de cinco anos mostrando que nunca estive em Brasília às segundas à noite. Sempre era terça de manhã; é o padrão da minha equipe", afirmou.
Para Francischini, Delcídio agiu desta forma porque foi levado duas vezes por ele para depor na CPI. "Denunciei a assessoria dele, que carregava malas de dinheiro. Sabe o que vai acontecer? Vou redobrar porrada nesse vagabundo, porque é um cara que não presta. Eu sou o lado da algema que coloca no braço dele. Então, não vou aceitar isso de jeito nenhum. Vim reforçar que não posso aceitar como outros aceitam. Quem não responde à imprensa quando tem um fato grave como esse é porque precisa de advogado, e eu não preciso. Vou eu mesmo responder isso", prosseguiu.
Em relação aos demais trechos da delação, referentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à presidente Dilma Rousseff (PT), contudo, o parlamentar usou de outro tom. "É importante a gente também não ser leviano. Muita coisa que é de boca tem que ser provado, todas as delações são assim (
) Estou pedindo da mesma forma que eu fiz das outras: apuração integral de tudo o que ele falou, para que ao final venham as provas das acusações contra Lula, Dilma e nós possamos conduzir o impeachment", disse. "A gente não pode excluir nada, mas tudo o que se está falando de Lula e Dilma é coisa corrente no noticiário nacional há vários meses", completou.


