O Tribunal Regional Eleitoral Eleitoral (TRE) pretende adotar o sistema eletrônico de transmissão de dados para Londrina e Maringá, nas eleições gerais marcadas para o ano que vem. O sistema consiste em transmitir o resultado das urnas diretamente para o tribunal e foi usado ontem pela primeira vez no interior do País, durante a apuração do resultado do plebiscito sobre a venda da Celular. Somente seis locais de votação na zona rural não foram conectados ao sistema porque não havia telefones no local.

O presidente do TRE, Roberto Pacheco Rocha, disse que o plebiscito foi tranquilo e somente sete urnas apresentaram problemas. Rocha entende que além de agilizar a apuração, o sistema ''on line'' é seguro. Segundo ele. o sistema foi usado durante o 2º turno das eleições municipais em Curitiba, em 2000, mostrando-se altamente viável.

Segundo o diretor-geral do TRE, Ivan Gradowski, o sistema não é caro e pode ser feito com celulares em locais sem terminais de telefonia fixa. ''O problema é a disponibilidade de computadores e linhas telefônicas nas seções'', afirmou. Gradowski e Rocha passaram o dia em Londrina, acompanhando a realização do plebiscito.

Apesar do grande número de abstenções, Rocha afirmou que o plebiscito de Londrina ''foi um marco histórico do Brasil.'' Segundo ele, pela primeira vez a população foi consultado sobre um aspecto administrativo e de interesse coletivo. ''Quem votou deu uma lição de cidadania aos ausentes'', acrescentou.

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