Na reunião de ontem do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, sobre a representação do PSOL contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foram lidos três votos em separado, apresentados pelos senadores Marconi Perillo (GO) - este, em nome de toda a bancada do PSDB -, Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jefferson Péres (PDT-AM).
A sugestão apresentada pelo líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), pede uma perícia nos documentos, referentes à venda de gado para justificar a renda com a qual alega ter pago uma pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
Na noite da última quinta-feira, o Jornal Nacional mostrou que parte das notas fiscais apresentadas por Renan como comprovação de venda de gado seria de empresas inativas, multadas por extravio de notas fiscais ou cujos donos alegam jamais terem feito negócios com o político.
O voto em separado do PSDB defende também que o Conselho ouça o depoimento do advogado da jornalista, Pedro Calmon Filho.
Foi lido ainda o voto em separado do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que pede ''profunda apuração'' do caso, incluindo os depoimentos de todas as pessoas envolvidas, a começar pela própria jornalista ou do seu advogado. Demóstenes solicita também depoimento de Cláudio Gontijo, funcionário da empresa Mendes Júnior, além de uma análise técnico-contábil dos documentos juntados aos autos.
Já o voto em separado do senador Jefferson Péres (PDT-AM) cobrou explicações para o fato de Renan ter escolhido o empregado da empreiteira Mendes Júnior, segundo ele conhecido por atuar como lobista, para efetuar os pagamentos à Mônica Veloso e para a falta de coincidência entre as datas dos saques nas contas do senador e os pagamentos feitos à jornalista.

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