Voto renova 57% da Câmara de Londrina
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Pedro Livoratti De Londrina e Emerson Cervi De Curitiba 
Dos 19 vereadores que tentaram a reeleição em Londrina, apenas nove conseguiram o objetivo, o que corresponde a uma das maiores renovações nos últimos anos, equivalente a 57%. Ao todo são 21 vereadores. Entre as surpresas estão a saída de veteranos como o peemedebista Célio Guergoletto e o radialista Antenor Ribeiro (PPB), além da eleição de três representantes de partidos considerados nanicos.
O PFL reduziu sua bancada de três para apenas um, enquanto o PSDB perdeu um vereador. O PPB também perde espaço ficando com apenas um membro antes eram três e o PT, que não tinha sequer um vereador, passa a contar com dois. PMDB e PSDB estão empatados e fazem a maioria, cada um com três membros.
O mais novo vereador da nova legislatura será Henrique Barros, 23 anos, um estreante na política, que conseguiu 3.285 votos. Ele atribui a votação ao apoio que conseguiu de mais de 20 líderes de igrejas evangélicas, além da família.
Em Curitiba, o índice de renovação na Câmara foi um dos mais baixos das últimas décadas, ficando em 32%. Apenas 11 novos vereadores foram eleitos, os outros 24 estão cumprindo mandato atualmente e continuarão. O percentual de mulheres na Câmara se manteve estável. Três vereadoras foram eleitas: Julieta Reis (PFL), reeleita; Arlete Caramês (PPB), eleita pela primeira vez e com uma significativa votação (a segunda maior da cidade); e Dra. Clair da Flora Martins (PT).
A bancada do PFL será a maior com nove vereadores, apesar de ter perdido duas vagas. O PT foi o partido que mais cresceu, passando de três para seis cadeiras. O PMDB perdeu uma vaga, caindo de quatro para três. O PDT passará de um para dois vereadores. O PTB perdeu duas vagas, caindo de quatro para dois vereadores. O PPB e o PSC mantiveram as atuais bancadas, com três vagas cada um. O PSB também conseguiu manter suas duas vagas e o PSL que não tinha nenhum vereador, conseguiu garantir uma vaga.
Com isso, os partidos de oposição ao atual governo foram os que mais cresceram. Caso Cassio Taniguchi (PFL) seja reeleito no próximo dia 29, terá um segundo mandato com menor folga na Câmara. Hoje, a bancada da situação conta com 29 integrantes, contra seis da oposição. Para o próximo mandato, a oposição terá pelo menos 12 integrantes. Caso Angelo Vanhoni seja eleito no segundo turno, essa será sua bancada de sustentação.
O próximo mandato também será marcado pela não reeleição de alguns nomes tradicionais da Câmara. José Gorski (PTB), que tinha sido eleito pela primeira vez em 1970 e nunca tinha perdido uma reeleição, não voltará. O atual líder do governo na Câmara, vereador Mário Celso Cunha (PFL), terminou na primeira suplência. Nely Almeida (PFL), Dino Almeida (PFL), Borges dos Reis (PSDB), Tito Zeglin (PTB), Josias Lacour (PFL), Jônatas Pirkiel, todos com duas legislaturas na Câmara, ficarão fora. Rodrigo Martinez, filho do deputado federal José Carlos Martinez, que, na noite de anteontem, era considerado eleito na apuração de 98% dos votos ficou de fora. (Colaborou Luciana Pombo)


