Curitiba - Além de não saber como agiu seu deputado quando o voto é secreto, os eleitores que acompanham as votações na Assembléia Legislativa do Paraná podem ficar um pouco confusos com a votação em bloco. A votação em bloco funciona da seguinte maneira: o presidente da sessão lê o projeto de lei, o coloca em votação e diz que quem aprova fica como está e quem não aprova que se levante. Se precisar conta-se o número de deputados em pé e sentados. Mas geralmente a mesa visualiza rápido se a maioria está sentada ou não e já passa para o próximo projeto, dificultando para quem está de fora acompanhar o voto dos parlamentares.
  ‘‘O fim do voto em bloco não é preciso. Demoraria demais a sessão se cada um falasse seu voto. O ideal é como é no Congresso Nacional: o painel eletrônico. Daí se torna nominal sempre’’, argumentou o autor da PEC que pede o fim do voto secreto no Paraná, deputado Nelson Justus (PFL). Há cerca de oito anos o então presidente da Assembléia, Anibal Khury, implantou o painel. Foi usado apenas por três sessões e todas as vezes deu problemas técnicos. A Assembléia desistiu de usá-lo. Justus, que foi presidente da Casa após Khury, afirmou que fez melhorias tecnológicas na Assembléia, mas, apesar de hoje defender o uso do painel, na sua gestão não foi cogitada a hipótese de recolocá-lo.
  O atual presidente da Casa, deputado Hermas Brandão
(PSDB), afirmou que não quer saber de painel eletrônico. ‘‘Já tivemos uma experiência com o painel e não vai ter mais. No meu mandato não vai ter. São só 54 deputados. É mais fácil votar senta, levanta, sim ou não’’, sentenciou. Vale lembrar que nem todas as votações são em bloco. Os deputados podem requerer votação nominal para determinados projetos, como aconteceu nos casos recentes do nepotismo e do salário mínimo regional. (A.B.)

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